Cronologia do Essencial da Vida de C S Lewis

1862 (18 Mai) – Nasce Florence (Flora) Augusta Hamilton, que virá a ser a mãe de C S Lewis, em Queenstown, Irlanda.

1863 (23 Ago) – Nasce Albert James Lewis, que virá a ser o pai de C S Lewis, em Cork, Irlanda.

1894 (29 Ago) – Albert Lewis e Flora Hamilton se casam, em Belfast, Irlanda.

1895 (16 Jun) – Nasce Warren Hamilton Lewis, em Belfast, Irlanda, que será o único irmão de Lewis.

1898 (29 Nov) – Nasce Clive Staples (C S) Lewis, em Belfast, Irlanda (hoje Irlanda do Norte).

1905 (21 Abr) – A família Lewis prospera e adquire uma enorme casa, chamada “Little Lea”, em Belfast,  para a qual a família se muda, e que será muito importante no desenvolvimento de Lewis até que ele vai para a escola, em 1908.

1908 (23 Ago) – A mãe de Lewis, Flora Hamilton Lewis, morre de câncer, em Belfast, quando Lewis tem apenas 9 anos e 9 meses.

1908 (18 Set) – Sem a esposa, e estando seu filho mais velho já internado em uma escola, Albert Lewis coloca Jack, como C S Lewis era chamado na intimidade, em uma escola internato, a Wynyard School.

1910 (Set) – Lewis muda para uma escola chamada Campbell College, em Belfast, que ele acha simplesmente insuportável.

1911 (Jan) – Lewis muda para uma escola chamada Cherbourg House, em Malvern, Irlanda.

1911 – Enquanto frequenta Cherbourg House, estando com 12 anos completos, Lewis admite ter se tornado ateu, em momento não identificado com precisão, e não mais aceitar a religião cristã (anglicana) adotada pelos seus pais.

1913 (Set) – Lewis se matricula no Malvern College, em Malvern, Irlanda.

1914 (19 Set) – Lewis deixa Malvern College, que também detestou, e, nessa data, vai estudar, em um sistema “one-to-one”, com um conhecido tutor, William T. Kirkpatrick, em Great Bookham, Surrey, Inglaterra, tendo Kirkpatrick, um ex-presbiteriano que havia se tornado ateu, sido tutor de seu irmão mais velho, Warren, e professor de seu pai, Albert Lewis, na infância deste. A experiência de estudar com Kirkpatrick foi marcante para o desenvolvimento intelectual de Lewis.

1917 (29 Abr) – Tendo completado seu estudo com Kirkpatrick, que era preparatório para ingresso na universidade, e tendo solicitado ingresso na Universidade de Oxford, Lewis é, nessa data, aceito pela Universidade.

1917 (8 Jun) – Lewis se muda para Oxford, onde passa morar, com outros futuros estudantes da Universidade, numa república na casa de Mrs. Janie Moore, de cujo filho havia se tornado amigo.

1917 (25 Set) – Antes de começar a estudar em Oxford, Lewis, que havia se alistado, é convocado para servir no Exército Britânico, na Divisão de Infantaria Leve de Somerset, com o objetivo vir a participar da Primeira Guerra Mundial.

1917 (17 Nov) – Lewis é enviado para lutar na França, onde chega em 29 Nov.

1918 (1-28 Fev) – Lewis, ferido, fica em um hospital.

1918 (15 Abr) – Lewis novamente ferido em combate.

1918 (Abr) – O filho de Mrs. Moore é declarado morto em combate.

1918 (25 Mai) – Lewis é devolvido para a Inglaterra, para convalescer de outro ferimento, ficando em hospitais e casas de convalescença até 17 Nov.

1918 (11 Nov) – Assinado o armistício, a guerra acaba.

1918 (23 Nov) – Lewis chega de volta em casa de seu pai, na Irlanda.

1918 – Os outros quatro (além do filho de Mrs. Moore) dos seis membros da república de Mrs. Moore, em que Lewis morava, morreram na guerra, sendo Lewis o único sobrevivente.

1919 (13 Jan) – Lewis volta para Oxford, onde Mrs. Moore aluga uma casa, passando ele a morar com ela e sua filha adolescente Maureen, por haver prometido ao filho dela que cuidaria da mãe dele, caso ele viesse a morrer na guerra, como de fato morreu. [Na ocasião Lewis não poderia saber do fato, mas ele vai morar com Mrs. Moore por exatos 32 anos, até a morte dela em 13.1.1951. Em 13.1.1919, Mrs. Moore, que nasceu em 28.3.1872, tinha quase 47 anos, e Lewis tinha acabado de completar vinte. E Mrs. Moore era uma mulher casada (casou-se em 1.8.1897, antes de Lewis nascer), embora tenha se separado do marido cerca de dez anos depois (em 1907). Ela tinha um casal de filhos: Edward, apelidado “Paddy”, nascido em 17.11.1898, que era, portanto, doze dias mais velho do que Lewis, e que em pouco tempo se tornou seu melhor amigo, até que Paddy morreu na guerra, em Março de 1918, antes de completar vinte anos; e Maureen, nascida em 19.8.1906, que mais tarde se tornou uma baronesa. A natureza exata do relacionamento de Lewis e Mrs. Moore, pelo menos no período anterior à conversão de Lewis ao Cristianismo, em Setembro de 1931, talvez seja a questão mais debatida, e uma das mais delicadas, de sua biografia. Depois de sua conversão, a maior parte dos biógrafos acha provável, ou, talvez, mais do que isso, que o relacionamento dos dois não tenha incluído envolvimento explicitamente sexual, mas certamente era bastante afetivo, mais do que mero cumprimento de promessa feita ao amigo.  Lewis não raro se refere a Mrs. Moore como sua mãe. Vide 1930, a entrada sobre a aquisição da casa da família, The Kilns, que foi a residência oficial de Mrs. Moore e de Lewis para o resto da vida dos dois. A compra da casa se deu, porém, antes da conversão de Lewis ao Cristianismo, e envolveu a participação de Warren, seu irmão, seja qual for o significado desse fato.]

1919 (20 Mar) – O primeiro livro de Lewis, Spirits in Bondage (Espíritos em Cativeiro), é publicado, quando ele tem 20 anos, sob o nome de Clive Hamilton, que é o seu primeiro nome e o sobrenome de solteira de sua mãe.

1920 (31 Mar) – Depois de um pouco mais de um ano de estudos na Universidade, Lewis completa seu primeiro Programa de Estudo dos Clássicos (Filosofia Grega e Latina e História da Grécia e de Roma), com honras (First Honours Classical Moderations), que é equivalente a um bacharelado sofisticado. [Esse exame é considerado por alguns o exame mais difícil de passar no mundo, segundo indica uma nota na Wikipedia.]

1922 (4 Ago) – Lewis completa seu segundo Programa de Estudos na Universidade, equivalente a um segundo bacharelado, este basicamente sobre Grandes Pensadores da Filosofia e da Literatura Ocidental antes da era moderna (Literae Humaniores).

1922-1923 – Depois de complicados processos políticos a parte centro-sul da Ilha da Irlanda, predominantemente católica, se separa da parte norte, predominantemente protestante (anglicana), e se torna independente do Reino Unido, passando a primeira a se chamar República da Irlanda, com capital em Dublin, e a segunda, que continua parte do Reino Unido, Irlanda do Norte, com capital em sua maior cidade, Belfast, na província de Ulster, a cidade em que Lewis nasceu.

1923 (16 Jul) – Lewis completa seu terceiro Programa de Estudos, este em Língua e Literatura Inglesa (English Language and Literature), equivalente a um terceiro bacharelado, depois de apenas quatro anos e meio na Universidade, proeza rara em Oxford, que o torna famoso na instituição, na cidade e além.

1924 (5 Mai) – Lewis é convidado a dar aulas como substituto no University College (em geral mencionado como Univ) da Universidade de Oxford, na área de Filosofia, assumindo as aulas de E F Carritt, enquanto este passava seu sabático nos Estados Unidos, ao longo do ano letivo de 1924-1925. [Univ é a unidade da Oxford University em que Lewis estudou de Jan 1919 a Jul 1923. Em  26 de Março de 1959 Lewis foi eleito “Honorary Fellow” do University College da Universidade de Oxford.]

1924 (10 Out) Primeira aula de C S Lewis na Universidade de Oxford (ainda como substituto). O tema foi “The Good: Its Position Among the Values”. Suas aulas, em substituição a E F Carritt  continuaram até o fim do ano letivo 1924-1925, isto é, por volta de Maio-Junho de 1925.

1925 (20 Mai) – Lewis é eleito “Fellow da Universidade de Oxford”, na unidade chamada Magdalen College, na função de “Tutor” (Tutor) e “Lecturer” (Preletor), que ele vai exercer durante 30 anos, até o final de 1954, basicamente sem interrupção. [Ele recebeu um “Sabático” da Universidade para o ano acadêmico Out 1951 – Out 1952 de modo a poder terminar um livro sobre Literatura Inglesa no Século 16, mas permaneceu na Universidade para concluir o livro, o que de fato fez.]

1926 (20 Set) – O segundo livro de Lewis, Dymer, é publicado.

1929 (25 Set) – O pai de Lewis, Albert Lewis, morre de câncer em Belfast, na Irlanda.

1930 – Lewis, seu irmão Warren, e Mrs. Moore compram a casa em Oxford em que ele vai residir o resto de sua vida, The Kilns, através de um contrato complexo em que os dois irmãos entram com parte do dinheiro (herdado do pai) e Mrs. Moore entra com a parte majoritária dos recursos, ficando acordado que os três serão proprietários da casa até a morte do primeiro deles que morrer, ficando a casa propriedade dos outros dois até que morra mais um, e, depois de mortos os três, ficando a casa propriedade da filha de Mrs. Moore, Maureen Moore. [As mortes vieram nesta ordem: Mrs. Moore, em 1951, Lewis, em 1963, e Warren, em 1973.]

1931 – Depois de ter atravessado um processo complicado de conversão em três estágios, em que ele passou a acreditar, primeiro, na existência de uma “força maior” que controlaria o universo, tornando-se um teísta; segundo, passou a admitir que essa força maior poderia ser identificada com o Deus dos cristãos; e, terceiro, e finalmente, passa a crer que Jesus Cristo é o Filho de Deus, e que sua morte e ressurreição de fato expia os pecados da raça humana, tornando-se um cristão no sentido pleno (segundo alguns, nem tanto…) do termo. A cronologia desses três passos é disputada. O maior desacordo é quanto à data do primeiro estágio. A maior parte dos biógrafos, com base em uma afirmação explícita de Lewis em Surprised by Joy, afirma que a data aproximada em que ele passou a acreditar em uma força genérica é o segundo trimestre de 1929. Alister McGrath, em sua primeira biografia de Lewis, afirma que Lewis errou de ano ao fazer referência ao primeiro estágio de sua conversão, e que a data correta é Março a Junho de 1930. Todos concordam que em Outubro de 1931 a conversão ao Cristianismo estivesse basicamente completada. O processo todo durou, para McGrath, basicamente um ano menos do que o próprio Lewis (que era ruim de datas) e todos os seus biógrafos, menos McGrath, acreditavam. [Confesso que acho os argumentos de McGrath, em sua primeira biografia, e no primeiro capítulo de sua segunda biografia, incontestáveis.]

1933 (25 Mai) – Lewis publica sua primeira biografia, de forma alegórica, The Pilgrim’s Regress (O Regresso do Peregrino), na qual relata a sua conversão ao Cristianismo. [Surprised by Joy, a biografia não alegórica da primeira metade de sua vida,  é de 1955.]

1935 (Jun) – F P Wilson, um dos editores escolhidos em Março de 1935 pela Oxford University Press (o outro era Bonamy Dobrée) para publicar a enciclopédica série The Oxford History of English Literature (OHEL), e que havia sido tutor de Lewis em Inglês no ano acadêmico 1922-1923, escolhe e convida (em Junho de 1935) seu ex-aluno para escrever o volume sobre Literatura Inglesa no Século 16 (incluindo prosa e poesia, mas não drama). Lewis é o primeiro a ser convidado para escrever um volume da série. No início, imaginava-se que a série teria doze volumes. [Quando a obra foi concluída, nos anos 50, eram quinze volumes. Lewis só veio a concluir o seu volume, que ele apelidou de “Oh Hell!, e ao qual se referiu como “aquele livro infernal”, em Maio de 1952, dezessete anos depois do convite — que equivalia a um contrato. Ele esteve a ponto de desistir do empreendimento várias vezes. Vide Outubro de 1951 e Maio de 1952.]

1936 (21 Mai) – O primeiro livro de peso de Lewis em sua área acadêmica, The Allegory of Love: A Study in Medieval Tradition (A Alegoria do Amor: Um Estudo na Tradição Medieval), é publicado pela Clarendon Press, de Oxford, e, em 1938, pela Oxford University Press.

1938 (23 Set) – Lewis publica Out of the Silent Planet (Fora do Planeta Silencioso), que será o primeiro volume de sua série The Cosmic Trilogy (A Trilogia Cósmica). [Os outros dois livros da trilogy são Perelandra e That Hideous Strength.]

1940 (18 Out) – Lewis publica The Problem of Pain (O Problema da Dor), pela Editora Geoffrey Bles. Este é um livro significativo, do ponto de vista teológico, porque trata do difícil problema do sofrimento, que tanta dificuldade tem causado aos teólogos. Contudo, no Prefácio, ele procure reduzir a importância do livro, caracterizando-o como o produto de um teólogo amador. Ele insiste que qualquer teólogo profissional reconhecerá, ao ler o livro, quão poucas, e quais, foram as leituras que ele fez à guisa de estudo e pesquisa do tema. Declara ainda que, na sua forma de ver, o livro não tem originalidade, pois quase tudo que nele está incluído já foi dito antes e, de resto, faz parte da doutrina da Igreja Anglicana. Ele, também, até de forma um pouco exagerada, afirma no Prefácio que o livro é puramente teórico e que, na prática, ele próprio não consegue ser fiel aos princípios que expõe e defende. A despeito de tudo isso, o livro é o segundo livro importante que ele escreve na área teológica, vindo na sequência de The Allegory of Love, de 1936.

1940 (19 Jul) – Lewis, ao ouvir pelo rádio um discurso de Hitler, e impressionado com a capacidade de persuasão de Hitler através do discurso oral, fica a refletir sobre o fato de que ele próprio, homem maduro e inteligente, que sabe que aquilo que Hitler está dizendo é falso e mentiroso, fica meio “balançado” enquanto ele está ouvindo aquela voz e aquela retórica tão persuasivas. Ele decide escrever alguma coisa sobre o assunto, conforme relata a seu irmão Warren, por carta, no dia seguinte (20.7.1940). Um dia depois, um domingo, enquanto ele assistia ao culto, Lewis decidiu o que escrever e como abordar o que queria dizer. O tema é algo assim: “O que um diabo deve dizer ao outro quando quer convencê-lo a fazer algo mau”, conforme ele relata a seu irmão Warren, em outra carta, esta de 21.7.1940. O escrito em questão será, naturalmente, The Screwtape Letters (Cartas de um Diabo a Outro).

1940 (Natal) – Lewis provavelmente conclui a redação de The Screwtape Letters, que consiste de 31 cartas de um diabo sênior, Screwtape, a outro, bem mais jovem. [Poderia se chamar “Como se Educa um Diabo”.]

1941 (7 Fev) – J W Welch, Diretor de Transmissões Religiosas da British Broadcasting Corporation (BBC) entra em contato com Lewis para agradecer-lhe pelo conteúdo do livro The Problem of Pain, que ele havia acabado de ler,  e para indagar se Lewis teria interesse em gravar uma série de falas de 15 minutos cada para transmissão pela BBC, destinadas à população em geral, durante o período em que a Grã-Bretanha está em guerra, com transmissão também para as forças britânicas lutando no continente europeu. Depois de alguma hesitação, e de dúvidas sobre como seria sua voz no rádio (ele nunca havia falado para um microfone antes), Lewis resolve aceitar, se se sentir bem em um teste de estúdio, e sentir que pode se comunicar de forma eficaz com sua audiência através do rádio. Tendo se convencido de que o resultado foi positivo, ele começou a preparar uma série de falas sobre “Certo ou Errado: O Desafio da Moralidade”. Não havia propriamente gravação anterior: as falas seriam ao vivo.

1941 (2 Mai a 28 Nov) – As 31 cartas de The Screwtape Letters são publicadas, uma por semana, no jornal The Guardian, que pagou a Lewis duas libras por carta — dinheiro que ele destinou a um fundo destinado a obras de caridade. Com os artigos no jornal Lewis começa a se tornar famoso fora da Academia.

1941 – (Ago) Quatro falas foram apresentadas na BBC nas quartas-feiras à noite, das 19h45 às 20h, durante o mês de Agosto de 1941, sobre o tema “Certo ou Errado: O Desafio da Moralidade”. Essa primeira série de falas teve um resultado extremamente positivo e a BBC foi inundada com cartas para Lewis. Nascia o comunicador de massa.

1941 (6 Set) – Dado o nível da resposta à primeira série de falas de Lewis, a BBC o convenceu a voltar ao microfone para responder às principais perguntas e contestar algumas objeções, o que ele fez, em 6.9.1941.

1941 (11 Jan – 15 Fev) – Uma segunda série de falas foi apresentada de 11 de Janeiro a 15 de Fevereiro de 1942, agora sobre o tema: “O que Acreditam os Cristãos?”.

1942 (9 Fev) – The Screwtape Letters (Cartas de um Diabo a Outro) é publicado em forma de livro, dedicado a seu amigo J R R Tolkien, pela editora Geoffrey Bles. [No Brasil o livro foi publicado em Português com o título Cartas do Inferno (1964). Posteriormente saiu uma nova edição com o título Cartas de um Diabo a seu Aprendiz (2017).]

1942 (Jul) – Dado o sucesso de The Screwtape Letters, a editora Geoffrey Bles resolveu publicar as duas primeiras séries de falas de Lewis na BBC em Julho de 1942, com o título de Broadcast Talks (Conversas pelo Rádio).

1942 (20 Set a 8 Nov) – Uma terceira série de falas, agora sobre o tema de “Christian Behaviour” (O Comportamento [ou: A Conduta] do Cristão), que discute questões relacionadas à moral sexual, ao casamento cristão, ao divórcio, ao perdão, à fé, à esperança, ao amor, etc., com oito transmissões, vai ao ar.

1942 (8 Out) – A Preface to ‘Paradise Lost’ (Prefácio ao ‘Paradise Lost’ de John Milton), importante obra acadêmica de Lewis, é publicada.

1943 (24-26 Fev) – Lewis profere, naturalmente a convite, a 15a. Série das Riddell Memorial Lectures, na Universidade de Durham, em New Castle upon Tyne, Inglaterra.

1943 (Abr) – A editora Geoffrey Bles publica a terceira série de falas com o título Christian Behaviour (Comportamento Cristão [Conduta Cristã]).

1943 (20 Abr) – Lewis publica Perelandra, o segundo volume de sua trilogia The Cosmic Trilogy.

1944 (6 Jan) – O texto da série de conferências proferidas por Lewis, na 15a. Série das Riddell Memorial Lectures, proferidas na Universidade de Durham é publicado com o título The Abolition of Man (A Abolição do Homem) pela Oxford University Press. Trata-se, segundo alguns, da obra mais importante de Lewis na área da educação. [NOTA: Várias referências dão a data dessa publicação como sendo 6 de Janeiro de 1943. No entanto, como as conferências foram proferidas em 24-26 de Fevereiro de 1943, e não faz sentido imaginar que o texto das conferências tenha sido publicado antes de elas serem proferidas. Além disso, Walter Hooper e outros biógrafos afirmam que o livro foi publicado depois das conferências terem sido proferidas. Finalmente, a minha cópia do livro tem 1944 como a data do copyright original. Por isso, coloco o ano como sendo 1944, e não 1943, sendo 1943 o ano em que as conferências foram proferidas oralmente na Universidade de Durham.]

1944 (22 Fev a 4 Abr) – Negociada no segundo semestre de 1943, vai ao ar uma quarta série de falas, sobre temas mais teológicos (Trindade, Criação, Encarnação, as Duas Naturezas e a Divindade de Cristo, a Ressurreição de Cristo, a Ascensão, etc.). Houve bem mais discussão sobre esses temas, dentro da BBC, do que no caso das três séries anteriores. A BBC até procurou colocar essa quarta série no ar depois das 22h. Mas elas finalmente foram transmitidas. Seu texto publicado em The Listener, sempre dois dias depois de sua transmissão pelo rádio, ou seja, de 24 de Fevereiro a 6 de Abril de 1942.

1944 (Out) – Geoffrey Bles publica a quarta série de falas em Outubro de 1944 com o título de Beyond Personality (Além de Personalidade).

1944 (10 Nov) – Lewis publica The Great Divorce: A Dream (O Grande Divórcio: Um Sonho, ou O Grande Abismo, na tradução brasileira para o Português), em 15 partes, em The Guardian, de 10.11.1944 a 10.4.1945.

1945-1952 – As quatro séries de falas de Lewis pela BBC, juntadas ao livro The Screwtape Letters, tornam Lewis uma celebridade.

1945 (16 Ago) – Lewis publica That Hideous Strength (Aquela Odiosa Força), o terceiro e, naturalmente, o último volume de sua trilogia The Cosmic Trilogy. [No Brasil, o título da tradução para o Português, Aquela Fortaleza Medonha (2019), deixa a desejar.]

1946 (14 Jan) – Lewis publica The Great Divorce: A Dream (O Grande Divórcio: Um Sonho, ou O Grande Abismo, na tradução brasileira para o Português), em livro, pela editora Geoffrey Bles.

1947 (12 Mai) – Lewis publica Miracles: A Preliminary Study (Milagres: Um Estudo Preliminar), pela editora Geoffrey Bles.

1949 – A primeira biografia de Lewis de que se tem conhecimento é publicada, coerente com o interesse despertado por suas ideias nos Estados Unidos, por um pastor episcopal americano, Chad Walsh, com o título de C. S. Lewis: Apostle to the Skeptics (que transformou em livro um artigo que havia escrito poucos anos antes, com basicamente o mesmo título), que teve grande repercussão, principalmente nos arraiais evangélicos americanos (apesar de Walsh ser episcopal), e, interessantemente, entre pessoas céticas, agnósticas e ateias que, apesar dessa condição, continuavam em busca de uma visão de mundo que desse mais sentido à sua vida. Foi essa biografia que chamou a atenção de Joy Davidman Gresham, judia étnica, escritora, ateia e comunista, para a pessoa e a obra (ainda pequena) de Lewis e que a levou, primeiro, a se converter ao Cristianismo, e, em seguida, a entrar em contato com Walsh e, por recomendação dele, com Lewis, por correspondência, no final de 1949 (a carta iria ser recebida por Lewis em 10.1.1950, como se verá). [Joy viria a se casar com Lewis em 1956, como se indicará adiante. Aqui é interessante acrescentar que, em 1979, trinta anos depois da publicação do seu primeiro livro, quando Joy e C S Lewis já estavam mortos há mais de quinze anos, Chad Walsh publicou um outro livro sobre Lewis, com o título The Literary Legacy of C. S. Lewis, em que afirmou, erroneamente, que o interesse em Lewis estava diminuindo significativamente. Em 2014, 65 anos depois da biografia de Walsh, e 35 anos depois do segundo livro de Walsh sobre Lewis, Walter Hooper publicou um livreto com um título basicamente idêntico ao do primeiro livro de Walsh, exceto por dois pequenos sinais de grafia: C. S. Lewis – Apostle to the Sceptics. Ele fez isso através de uma editora que se chama Catholic Truth Society, que se descreve como “Publishers to the Holy See” (Editores da Santa Sé). Sinal dos tempos, que indica quão errado estava Chad Walsh em 1979. O interesse pela obra e mesmo pela pessoa de Lewis continua em alta.]

1949 (13 Set) – Lewis publica Transposition and Other Addresses (Transposição e Outras Palestras), pela editora Geoffrey Bles. [Nos Estados Unidos o livro apareceu com o título de The Weight of Glory (O Peso da Glória). A tradução brasileira para o Português seguiu o título da edição americana.]

1950 (10 Jan) – Lewis recebe a primeira carta de Joy Davidman Gresham (Gresham é seu sobrenome de casada), escritora americana, etnicamente judia, que havia sido ateia e comunista, e que havia se convertido ao Cristianismo através da leitura da obra de Lewis, que ainda era uma obra pequena, na época, que ela descobriu através da biografia de Lewis escrita por Chad Walsh. Os dois, Davidman e Lewis, se engajam em uma correspondência intensa e prolongada, que vai acabar, em 1956, com o casamento dos dois, estando Lewis com 57 anos.

1950 (16 Out) – Lewis publica, pela editora Geoffrey Bles, The Lion, the Witch and the Wardrobe (O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa), que será o primeiro volume de The Narnia Chronicles (As Crônicas de Nárnia).

1951 (12 Jan) – Morre Mrs. Moore, aos 78 (quase 79) anos, depois de prolongada doença, e, pelo contrato firmado entre eles, The Kilns, a residência em que os três moravam passa a pertencer aos dois irmãos, Jack e Warren Lewis, até a morte deles, ocasião em que passará a pertencer à filha de Mrs. Moore, Maureen Moore.

1951 (Out 1)-1952 (Out 1) – Lewis recebe um “Sabático” da Universidade para o ano acadêmico Out 1951-Out 1952 de modo a poder terminar o livro sobre Literatura Inglesa no Século 16, mencionado atrás (1925, 1935) que estava mais do que atrasado, fato que lhe trouxe várias cobranças sutis pela Oxford University Press e críticas, estas não tão sutis, de alguns de seus colegas, que morriam de inveja de seu sucesso fora dos muros da academia. Durante seu Sabático, Lewis permaneceu na Universidade para concluir o livro, o que de fato fez, entregando-o à editora em Maio de 1952.

1952 (Mai) – Lewis conclui o livro que ele havia se comprometido a escrever, lá atrás, em 1935, para a Oxford University Press, na série Oxford History of English Literature (OHEL). O livro, concluído e enviado à editora em Maio de 1952, só foi publicado em 1954, com o título English Literature in the Sixteenth Century, Excluding Drama, título que, subsequentemente, em 1990, foi alterado para Poetry and Prose in the Sixteenth Century, junto com a alteração nos títulos de vários outros volumes, que são quinze ao todo. É seu opus magnum no cenário acadêmico.

1952 (7 Jul) – Os três livros com o texto das quatro séries de falas radiofônicas na BBC, de 1941-1944, são, depois de revisados e expandidos por Lewis, transformados em um único livro, que se tornou, em termos de popularidade, o seu livro mais famoso. O livro unificado foi publicado em 1952, por Geoffrey Bles, com o título de Mere Christianity (Mero Cristianismo, em tradução literal). [No Brasil o livro veio a ser publicado em Português com dois títulos diferentes: primeiro, A Razão do Cristianismo (1964) e, depois, Cristianismo Puro e Simples (2005), que é o título com que ele é comercializado hoje.]

1952 (25 Set) – Lewis pela primeira vez se encontra face-a-face com Joy Davidman Gresham, com quem vinha se correspondendo há quase três anos (desde 10 de Janeiro de 1950, quando recebeu sua primeira carta), e Joy permanece na Inglaterra até o início de Jan 1953, passando o Natal em The Kilns, com Lewis e Warren. Ela volta, entretanto, antecipada e apressadamente, para os Estados Unidos, no início de Jan 1953, diante do pedido de divórcio, por carta, de seu marido, que alega ter se apaixonado por Renée, a prima de Joy que ficara em sua casa, cuidando dos filhos do casal durante a viagem de Joy à Inglaterra. Diante da informação de Joy de que não contestaria a sua decisão, William Lindsay Gresham dá início imediato ao processo de divórcio, que, no entanto, vai tramitar lentamente, apesar de acordo total entre as partes, só sendo concluído em 5 de Agosto de 1954.

1953 (Nov) – Embora seu divórcio ainda não estivesse concluído, Joy Davidman Gresham retorna para a Inglaterra, agora com seus dois filhos, David e Douglas, nascidos, respectivamente, em 1944 (27 Mar) e 1945 (10 Nov), com um ano e meio de diferença, para lá viver definitivamente, tudo, naturalmente, dando certo. [O “tudo”, neste caso, é abrangente: conforme seu filho mais novo posteriormente admitiu, ela se mudou para a Inglaterra decidida a se casar com Lewis.]

1954 (4 Jun) – Depois de ter sido preterido em várias eleições para o cargo máximo da carreira universitária em Oxford, o de Professor (seu título era Fellow), Lewis é eleito para a cátedra de Professor de Inglês Medieval e da Renascença (Medieval and Renaissance English) na maior concorrente de Oxford, a Universidade de Cambridge. Para que ele pudesse se transferir para lá, Cambridge criou uma cátedra especialmente para lhe ser oferecida. Ele, naturalmente, aceita o convite para ocupá-la, nesta data (4 de Junho de 1954), e em seguida pede demissão de Oxford, a se efetivar no final do ano de 1954. [Em 1955 Lewis completaria trinta anos em Oxford. Pelas regras da Universidade, ele teria de se aposentar compulsoriamente quando completasse 35 anos na instituição. Indo para Cambridge, ele fugiu da compulsória, além de se “vingar” da instituição que não lhe concedeu a honraria maior. Em Cambridge ele ficou desde o início de 1955 até bem próximo de sua morte, em 1963.]

1954 (5 Ago) – O divórcio de Joy Davidman e William Lindsay Gresham é oficialmente consumado.

1954 (29 Nov) – Lewis profere, no dia de seu aniversário, sua Aula Inaugural no Magdalene College da Universidade de Cambridge. [Curiosamente, ele sai de um College chamado Magdalen e vai para um College Magdalene, com um “e” a mais no final…]

1954 (3 Dez) – Lewis realiza seu último tutorial no Magdalen College da Universidade de Oxford, concluindo uma gloriosa carreira na instituição que começou no ano letivo de 1924-1925, como tutor e preletor substituto, e, em 1925, oficialmente como Fellow de Magdalen College.

1955 (7 Jan) – Lewis começa efetivamente a trabalhar na Universidade de Cambridge, como Professor do Magdalene College, na cátedra de Medieval and Renaissance English, onde apenas dá preleções magistrais e pesquisa, estando dispensado de exercer a função de Tutor. Devidamente autorizado pela universidade, ele estabelece a rotina de passar a semana em Cambridge e retornar para Oxford no fim de semana, que se estende até a noite de segunda feira.

1955 (Jul) – Lewis é eleito para a importante British Academy.

1955 (19 Set) – Lewis publica a autobiografia da primeira metade de sua vida, com o título Surprised by Joy (Surpreendido pela Alegria), pela editora Geoffrey Bles.

1956 – Vence o visto de permanência de Joy Davidman e seus filhos na Inglaterra e sua prorrogação, segundo tudo indica, não será autorizada.

1956 (23 Abr) – Alegando que o faz para resolver a questão da permanência de Joy Davidman e seus filhos na Inglaterra, Lewis se casa com ela, diante do Registro Civil de Oxford, tendo o casamento se mantido em segredo quase universal e sido, segundo ele assevera, exclusivamente pro forma.

1956 (10 Set) – Lewis publica Till we Have Faces: A Myth Revisited (Até que Tenhamos Rostos: A Releitura de um Mito), pela edita Geoffrey Bles.

1956 (19 Oct) – Joy Davidman descobre que está com câncer, posteriormente a uma queda que causa a fratura de seu fêmur. Como se constata nos exames médicos, o câncer havia começado no seu seio direito e, quando foi descoberto, já estava em metástase, tendo alcançado os ossos, sendo esse o fato que ensejou a fratura do fêmur, quando de um tropeço.

1957 (21 Mar) – Em cerimônia religiosa realizada no hospital em que Joy está interenada, diante de um sacerdote anglicano, mas realizada sem a autorização e contra a vontade do bispo anglicano da região, Lewis se casa no religioso com Joy Davidman. Desta feita o casamento é para valer, havendo até mesmo anúncio posterior na imprensa, através de nota discreta e sucinta (que, entre outras coisas, solicita que não sejam enviadas cartas), apesar de o estado de Joy ser considerado terminal pelos médicos.

1957-1960 – O câncer de Joy Davidman Lewis surpreendentemente parece ter parado de avançar e até mesmo regredido, permitindo que o casal faça sua viagem de núpcias à Irlanda, no ano de 1958. [Misteriosa ou miraculosamente, a dor de Joy passa gradativamente para Lewis, que havia orado pedindo que Deus transferisse para ele a dor dela. Logo depois do início dessas “orações substitucionárias”, Lewis começou a sentir um problema nas pernas e foi diagnosticado com osteoporose, a tal ponto que passou a precisar usar um aparelho no quadril (“braces“) e bengala. Lewis continuou com esse problema de saúde até morrer, não tendo tido coragem de pedir a Deus que o livrasse daquilo que ele próprio havia pedido que Deus lhe desse. A possibilidade desse tipo de substituição havia sido defendida por um grande amigo de Lewis, Charles Williams.]

1959 (26 Mar) – Lewis é eleito “Honorary Fellow” do University College da Universidade de Oxford, College ao qual ele esteve vinculado enquanto foi aluno de Oxford, de Jan 1919 a Jul 1923.

1959 (Out) – O câncer de Joy retorna forte.

1960 (28 Mar) – Lewis publica The Four Loves (Os Quatro Amores), pela editora Geoffrey Bless.

1960 (3-14 Abr) – Lewis e Joy, junto de um casal amigo de Lewis (ele, Roger Lancelyn Green, sendo ex-aluno de Lewis, autor já reconhecido de biografias e livros para crianças, e a pessoa a quem Lewis havia solicitado que escrevesse sua biografia oficial, depois que ele morresse), fazem, contra indicação médica, uma viagem à Grécia, que era um sonho que Joy queria realizar antes de morrer.

1960 (13 Jul) – Joy Davidman Lewis morre, depois de três anos e quatro meses de casamento com Lewis — quatro anos e três meses, se o casamento pro forma de 23 de Abril de 1956 for levado a sério.

1961 (24 Jun) – Lewis recebe diagnóstico de que está com um quadro complexo de doenças, envolvendo, além da osteoporose, crescimento exagerado da próstata e problema nos rins, e os médicos acham arriscado operá-lo da próstata por causa da situação delicada de sua saúde geral.

1961 (29 Set) – Lewis publica, sob o pseudônimo de N W Clerk, A Grief Observed (A Anatomia de uma Dor, na tradução brasileira para o Português), pela editora Faber & Faber.

1961 (Out) – Lewis interrompe temporariamente suas aulas em Cambridge, por causa da condição precária de sua saúde, só voltando a trabalhar seis meses depois, em Abr 1962, quando seu quadro de saúde tem alguma melhora.

1962 (Abr) – Lewis volta a dar aulas em Cambridge.

1963 (7 Jun) – Lewis retorna a Oxford para lá passar o Recesso de Verão, e, como havia sido combinado, lá encontra, naquele mesmo dia, e pela primeira vez, Walter Hooper, o jovem professor universitário americano, então com 32 anos, que se correspondia com Lewis há quase 10 anos, a quem “contrata” como seu secretário pessoal, para cuidar da organização de sua vida, dado o fato de que seu irmão, Warren, que era responsável pela correspondência e pela agenda de Lewis, e que estava em crise depressiva e alcoólica por causa da morte de Joy (de quem gostava muito) e da saúde ruim de Lewis, havia se mudado temporariamente para a Irlanda.

1963 (15 Jul) – Lewis tem um ataque cardíaco, entra em coma, mas no dia seguinte volta da coma, permanecendo no hospital, no entanto, até 6 Ago.

1963 (Set) – Walter Hooper retorna aos Estados Unidos para exercer seu último período letivo como professor da Universidade de Kentucky, permanecendo lá até o final do ano.

1963 (22 Nov) – Uma semana antes de completar 65 anos, C S Lewis morre, no mesmo dia e ano em que morreram o Presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy e o filósofo e escritor Aldous Huxley, sendo (Lewis) enterrado em 26 Nov, sem que seu irmão Warren, que estava de volta a Oxford, tenha comparecido nem à cerimônia religiosa nem ao enterro, propriamente dito, que foi realizado no cemitério da Holy Trinity Church, em Headington, Oxford. Com a morte de Lewis, The Kilns passa a pertencer exclusivamente ao seu irmão Warren, até a morte deste.

1964 (7 Jan) – Walter Hooper chega de volta para Oxford e é contratado para ser Assessor Literário de Owen Barfield, grande amigo de Lewis, que, depois da morte de Lewis, foi escolhido para ser o que no Brasil se chama de Testamenteiro (“Executor“) de seu espólio. Hooper ficou responsável por uma série de importantes tarefas: (a) coletar e organizar os papeis que Lewis deixou que constituíam trabalhos publicáveis e ainda não haviam sido encaminhados para publicação; (b) acompanhar os trabalhos de Lewis que já estavam no prelo, mas não haviam sido publicados ainda; e (c) elaborar uma bibliografia completa e confiável de C S Lewis, algo que, surpreendentemente, inexistia até então.

1964 (7 Mai) – Postumamente é publicado The Discarded Image: An Introduction to Medieval and Renaissance Literature (A Imagem Descartada: Para Compreender a Imagem Medieval do Mundo, na tradução brasileira para o Português), pela Cambridge University Press.

1973 (9 Abr) – Nove anos e meio depois de C S Lewis, morre Warren Lewis, seu irmão mais velho, sendo enterrado no mesmo túmulo que o irmão mais novo. Warren lega seus próprios volumosos papéis para o Wheaton College, de Wheaton, Il, EUA, aparentemente contra a vontade de Walter Hooper. Com a morte de Warren Lewis, The Kilns passa a pertencer exclusivamente a Maureen Moore, então já uma baronesa, por ter herdado o título em decorrência da morte do seu pai (em um desses intricados processos que apenas os ingleses entendem direito).

1974 – A biografia oficial de Lewis é publicada, com texto de Roger Lancelyn Green & Walter Hooper, e com o título de C. S. Lewis: A Biography. [Na segunda edição, de 2002, 28 anos depois da primeira, o título se torna C. S. Lewis: The Authorised and Revised Biography, mas a autoria continua de Green & Hopper, embora Green tenha morrido em 1986.]

1975 – Sem a sombra de Warren Lewis, Walter Hooper assume total controle do legado intelectual de C S Lewis, como seu Testamenteiro Literário (“Literary Executor“).

O resto é história.

Cronologia originalmente elaborada por Eduardo Chaves, com base em inúmeras fontes, e publicada em Salto, 6 de Julho de 2020, com base nas biografias de C S Lewis resenhadas em artigo anterior, e, depois de várias revisões, em que foi corrigida e ampliada, publicada agora nesta versão também em Salto, mais de quatro meses depois, em 15 de Novembro de 2020.

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